Com a maturidade da tecnologia laparoscópica, muitas operações cirúrgicas abdominais entraram na "era minimamente invasiva", tais como: apendicectomia laparoscópica, ressecção radical laparoscópica de câncer de cólon, miomectomia laparoscópica... Assim como as cirurgias abertas tradicionais, comparadas com esses métodos, a cirurgia laparoscópica pode oferecer ao cirurgião uma visão mais abrangente e nítida da operação e, ao mesmo tempo, trazer ao paciente os benefícios de incisão menor, menos dor e recuperação mais rápida. No entanto, muitos pacientes frequentemente se perguntam: as operações cirúrgicas anteriores podiam ser realizadas com "anestesia local" ou "semi-anestesia". Como é possível que a cirurgia seja minimamente invasiva, mas seja necessária anestesia geral para a anestesia?

1. Necessidades cirúrgicas: Ao contrário das operações cirúrgicas tradicionais, que se limitam à incisão e aos "três quartos de um acre" próximos, a cirurgia laparoscópica "cobre" toda a cavidade abdominal, e seu espaço e escopo operacionais são mais amplos; portanto, o escopo da anestesia necessária também é mais extenso. A criação do pneumoperitônio artificial exige que os músculos da parede abdominal e até mesmo o diafragma do paciente relaxem completamente. A anestesia local ou a anestesia intrarraquidiana (comumente conhecida como "anestesia parcial") não conseguem atender a essa exigência. Somente os relaxantes musculares utilizados na anestesia geral são viáveis.
2. Necessidades físicas: No estado de pneumoperitônio artificial, a pressão intra-abdominal do paciente aumenta, o diafragma sobe e todos os músculos corporais relaxam, dificultando a respiração espontânea do paciente. Para garantir a segurança, o anestesiologista precisa intubar a traqueia do paciente e conectar a máquina de anestesia para auxiliar a respiração. Ao mesmo tempo, o aumento da pressão intra-abdominal no pneumoperitônio artificial comprime órgãos, vasos sanguíneos e nervos. Sob essa estimulação, se não houver intervenção da anestesia, a pressão arterial e a frequência cardíaca do paciente subirão bruscamente, aumentando consideravelmente o risco de acidentes cardiovasculares e cerebrovasculares.

3. Necessidades psicológicas: Além do desconforto causado por diversas operações, o ambiente desconhecido na sala de cirurgia, o alarme agudo do monitor e o som da colisão dos instrumentos cirúrgicos deixarão o paciente nervoso e ansioso, podendo até mesmo impedir que ele coopere com o cirurgião para completar a operação. Além disso, para facilitar a operação, o cirurgião precisa mudar frequentemente a posição do paciente durante o procedimento, com a cabeça para baixo e os pés para cima, cabeça para cima e pés para baixo, inclinação para a esquerda, inclinação para a direita e elevação geral... Dependendo das diferentes necessidades cirúrgicas, o paciente ficará em várias posições fixas sobre a mesa cirúrgica.
Em suma, a operação cirúrgica tradicional não leva em conta o grande porte da incisão, mas o alcance real de influência limita-se à incisão e suas proximidades; já a cirurgia laparoscópica envolve toda a cavidade abdominal, e o alcance real de influência é maior do que o da cirurgia tradicional. Por isso, é necessária uma anestesia geral de maior amplitude. .





