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TEM Cirurgia Retal

No início da década de 1980, o estudioso alemão Buess relatou pela primeira vez a Microcirurgia Endoscópica Transanal (TEM, Transanal Endoscopic Microsurgery). Ao longo das últimas décadas, graças à aplicação e inovação contínuas dos colegas na área médica, bem como ao surgimento constante de novas tecnologias e equipamentos, a TEM desenvolveu-se rapidamente, as técnicas cirúrgicas tornaram-se cada vez mais maduras e ela tem gradualmente se tornado a primeira escolha para a ressecção local em cirurgia colorretal.

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Para o tratamento cirúrgico de tumores do reto baixo e do canal anal, os clínicos adotaram muito cedo o método de ressecção local através do ânus. Embora esse método seja simples, seguro, menos traumático e com rápida recuperação, as lesões que ele pode abordar são muito limitadas e restringem-se ao reto inferior e ao canal anal.

Na ressecção transanal tradicional, o campo visual cirúrgico é difícil de ser totalmente exposto e o espaço operatório é estreito, o que afeta significativamente a completude da ressecção cirúrgica, resultando numa alta taxa de recorrência local de tumores intestinais baixos. 

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Com o advento da tecnologia TEM, torna-se possível acessar diretamente a lesão com um pequeno trauma, especialmente para cirurgias do reto de médio a alto grau que não podiam ser realizadas pelo ânus no passado. A prática clínica tem demonstrado que a TEM pode ser utilizada para ressecção submucosa ou ressecção de espessura total, tratando radicalmente o câncer retal inicial e os adenomas retais situados até 20 cm da margem anal. A ferida cirúrgica pode ser suturada diretamente após a remoção do tumor e também permite realizar a reconstrução intestinal em anel. Além disso, possibilita a ressecção segmentar de lesões cavidades e a reconstrução do trato digestivo.

A TEM oferece um método seguro e eficaz para o tratamento de adenomas retais benignos e câncer retal inicial. Esse método cirúrgico minimamente invasivo combina as vantagens da endoscopia, laparoscopia e microcirurgia, apresenta uma taxa menor de complicações e período de internação pós-operatória mais curto, além de poder evitar, ao máximo, a realização de enterostomia. Acredito que, com a melhoria contínua dos procedimentos cirúrgicos pelos cirurgiões, a cirurgia TEM desempenhará um papel ainda maior na prática clínica.