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Como prevenir a dor após cirurgia laparoscópica?

A chamada dor na medicina moderna é uma atividade física e psicológica complexa e um dos sintomas mais comuns na prática clínica. Ela inclui a sensação de dor causada por estímulos nocivos que atuam sobre o corpo e a resposta corporal à dor provocada por tais estímulos nocivos. Essas dores abrangem não apenas reações motoras físicas e reações vegetativas viscerais, mas também fortes componentes emocionais. Portanto, o impacto da dor pós-operatória pode ser dividido em dois aspectos: primeiro, o mau humor, ou seja, a infelicidade; segundo, a reação física, principalmente uma série de alterações provocadas pelo estresse adverso.

Uma vez que o paciente cirúrgico apresenta dor pós-operatória, os espectadores frequentemente não compreendem o paciente: uma incisão tão pequena parece exageradamente insignificante. Pessoas com certo conhecimento médico também podem pensar: "A dor de cortar a pele"; os antigos já haviam constatado que somente a pele é a mais dolorosa; além disso, a anatomia médica moderna também comprova que a maioria dos nervos responsáveis pela dor está distribuída na pele. Por isso, esse tipo de dor só pode ser experimentado e compreendido pelo próprio paciente. Se não entendermos e incentivarmos nesse momento, isso frequentemente causará traumas psicológicos neles. A falta de intervenção médica oportuna também afetará a recuperação pós-operatória e até mesmo poderá levar a graves acidentes perioperatórios.

Inicialmente, os médicos testaram se a dor era causada pela sensibilização da dor da incisão. Por isso, os médicos chegaram a utilizar anestésicos locais para infiltrar analgesia camada por camada ou instalar bombas analgésicas nessas pequenas incisões. Contudo, cada vez mais estudos têm mostrado que a dor após cirurgia laparoscópica não é dominada pela dor da incisão. A maioria dos pacientes relata dor abaixo do diafragma e nos ombros, e às vezes essa dor é bastante evidente, com intensidade e duração que frequentemente ultrapassam a dor da ferida.

Estudos aprofundados descobriram que a tração do nervo frênico durante a formação do pneumoperitônio pode ser a principal causa da dor pós-operatória. A visão consensual atual é: para obter espaço operacional suficiente, a maioria dos cirurgiões deve formar pneumoperitônio durante a cirurgia laparoscópica. Embora a exposição do campo cirúrgico seja suficiente, o estiramento do diafragma pela força exercida pelo pneumoperitônio e o consequente dano ao nervo frênico podem estar relacionados à dor pós-operatória; além disso, o nervo frênico é muito sensível à tração, e uma tração de 20% no nervo pode levar ao bloqueio dos vasos nervosos e à isquemia, o que também pode ser a principal causa da dor.

Além disso, fatores como a temperatura e a umidade do gás insuflado na cavidade abdominal e o gás residual na cavidade abdominal após a cirurgia também podem ser as principais causas da dor pós-operatória.

Por essas razões, os médicos também pensaram em muitos métodos, como o bloqueio do nervo frênico, o aquecimento do gás laparoscópico e a drenagem completa do gás na cavidade abdominal após a cirurgia. Caso o paciente apresente dor evidente, administre doses adequadas de analgésicos.

Portanto, quando alguém reclama de dor após cirurgia laparoscópica, não pense que é frescura — pode ser verdade!